quarta-feira, 30 de junho de 2010

Países descartam acordo sobre caça a baleias (Danuza Peixoto)

REINALDO JOSÉ LOPES


ENVIADO ESPECIAL A AGADIR, MARROCOS





Ao que tudo indica, caiu por terra a proposta da presidência da CIB (Comissão Internacional da Baleia) para retomar de forma limitada a atividade baleeira comercial nos próximos dez anos.



Depois de dois dias de negociações sigilosas entre nações que defendem a conservação de baleias e países que já caçam ou pretendem caçá-las, o único consenso na sessão plenária da CIB ocorrida ontem em Agadir, Marrocos, é que não há consenso.



"Acho que é hora de deixar de lado esse documento", disse às demais delegações o ministro Fábio Vaz Pitaluga, do Itamaraty, negociador do Brasil na CIB.



"Não era possível continuar trabalhando com ele, embora algumas coisas do texto talvez possam ser aproveitadas", declarou à Folha.



A posição brasileira se alinha com a da Austrália, que afirmou que o melhor era deixar a proposta para trás.

Ao lado do Brasil também ficaram Argentina, Uruguai, Chile e outros países latino-americanos, que adotam posição conservacionista.



"Coisas estranhas às vezes acontecem em negociações internacionais, mas acho difícil que essa proposta seja retomada nesta reunião", afirmou Pitaluga.



O ministro australiano do Ambiente, Peter Garrett, ressaltou que a decisão de engavetar o documento "não era o fim do mundo".



"Não acho que a CIB tenha se tornado disfuncional", disse Garrett, em direta contradição com o que havia dito à imprensa sobre a "disfuncionalidade" da comissão.



A proposta rejeitada teve o patrocínio dos diplomatas Cristián Maquieira, do Chile, e Anthony Liverpool, de Antígua e Barbuda, respectivamente presidente e vice da CIB. Segundo o texto, o abate dos grandes cetáceos seria permitido ao longo da próxima década, embora com cotas de captura menores do que as praticadas hoje.



Nações baleeiras, além disso, teriam de se submeter ao monitoramento internacional de suas atividades.



As falas na plenária pareciam seguir um script que é velho conhecido dos veteranos de reuniões da CIB.

O Japão, principal país baleeiro, argumentou que os membros da comissão deveriam "respeitar os dados levantados pelo comitê científico da CIB" os quais "tornavam possível a atividade baleeira sustentável".



DECLÍNIO



Curiosamente, contudo, o relatório do comitê científico, apresentado na mesma tarde, mostrou um declínio nas populações de baleias minkes da Antártida, principal alvo dos japoneses.



Os únicos não-baleeiros a apoiar publicamente o Japão foram os países-ilhas do Caribe e do Pacífico, bem como a Tanzânia. Há denúncias de que o Japão arrebanha o apoio dessas nações em troca de ajuda financeira.



Os caribenhos St. Kitts e Nevis e Santa Lúcia argumentaram que o uso das baleias era uma questão de segurança alimentar e desenvolvimento econômico para nações pobres. No entanto, para o próprio Japão, a caça hoje é subsidiada.

domingo, 27 de junho de 2010

“Podem me chamar de idealista, mas não abro mão dos meus princípios e não negocio meus ideais", diz vice de Zeca

Liziane Berrocal

Com o discurso emocionado, a advogada, professora universitária e produtora rural Tatiana Ujacow foi confirmada como vice de Zeca do PT na disputa ao governo estadual.

A intenção é fazer política com ideais voltados para a inclusão social e para garantir o “pão novo” a todos sul-matogrossenses. "Meu compromisso é com o ser humano, os excluídos, as mulheres, os índios, os negros e com um mundo melhor. A transformação é possível", diz Tatiana.

“Podem me chamar de idealista, mas não abro mão dos meus princípios e não negocio meus ideais. Tenham certeza que não irei decepcioná-los, pois me sinto preparada para representar a minha Dourados e a região em que nasci e me criei, tão carente de uma política mais direcionada e realmente eficaz”, disse em discurso emocionado para a militância presente na convenção do PV.

A candidata a vice-governadora afirmou que se sentiu prestigiada em ser vice de Zeca. “É uma honra essa escolha, que me deixa extremamente emocionada, principalmente por eu saber que vou estar ao lado de pessoas que possuem o mesmo ideal que nós do PV. Essa similaridade foi essencial para nossa aliança”, disse sobre o fato do PT ter apresentado propostas de governo voltadas para o social.

A advogada atualmente é professora do curso de direito da UFMS. Também já lecionou na UNIGRAN. É autora do livro "Direito ao Pão Novo". Trabalha com diversos projetos sociais com indígenas, negros, mulheres e crianças. É membro da Academia de Letras Jurídicas de Mato Grosso do Sul, do Instituto Sul-Matogrossense de Direittos Humanos e do Ministério de Ação Social da Terceira Igreja Batista. Participa anualmente do Fórum Permanente da ONU para as questões indígenas.

Tatiana Ujacow começou sua trajetória em trabalhos sociais quando, ainda criança, acompanhava a situação dos indígenas na reserva de Dourados. “Não podemos aceitar essa situação de banalização da miséria e sim lutar para que os cidadãos tenham direito ao pão novo, que eles sejam preparados para o exercício da cidadania”, destacou. "Todos têm direito a ter vez e voz".

Para ela, é a capacidade de cada um dos militantes e ativistas dos partidos aliados é que vai fazer com a coligação tenha uma campanha vitoriosa. “Eu acredito na vitória sim, acredito que podemos vencer e que somos capazes de fazer com que nosso estado saia do autoritarismo para um governo realmente para o povo”, enfatizou.

Ela acredita também que, ao lado da professora Gilda dos Santos, os partidos coligados têm a oportunidade de por em prática um que contemple desenvolvimento sustentável com inclusão socil.. “Eu sabia que ia receber um chamado e conseguir fazer algo maior pela sociedade e trabalhar com pessoas que tem os mesmos ideais é um sonho que se torna realidade, como a Dona Gilda, que é uma mulher de fibra e com um histórico de luta e militância pelas causas sociais”, ressaltou.

Partido Verde

O fato de em MS Zeca estar no palanque da candidata Dilma Roussef (PT) e ela estar no palanque da também candidata à presidência Marina Silva (PV) não é problema. “Essa similaridade que o PT e o PV têm é que proporcionou a nossa coligação, que busca os mesmos ideais, com o mesmo direcionamento em cuidar do homem e da natureza ,com atitudes concretas e não somente com discursos”, ressaltou em entrevista.
Alessandra de Souza

Ela ainda pontuou que a responsabilidade é maior, pois com a função que ocupará poderá ajudar a candidata do PV à presidência, Marina Silva, que, segundo Tatiana Ujacow, é uma mulher que pratica a ética na política. Tatiana Ujacow também afirmou que tem uma longa história de militância no partido, pois é filiada há mais de 15 anos.

“Eu sou PV, eu não estou no PV. A luta não será fácil, mas com a proteção e direção de Deus venceremos, concluiu Tatiana.

terça-feira, 8 de junho de 2010

600 Links do Google News no Painel do Paim

Para conhecer a lista dos 600 Blogs do Painel do Paim, clique no seguinte LINK:


http://www.blogger.com/profile/04886160289569279765